 |
|
|
VISÃO SOBRE A CRIANÇA
Maria Lucia Batezat Duarte, mestre e doutora em Artes Visuais pela ECA/USP, membro do grupo de pesquisa "Desenho, Arte e Imagem na Escola" da UDESC, tem a opinião de que a criança começa a desenhar praticamente sozinha. Mas ela precisa vencer todas as etapas gráficas de desenvolvimento e precisa repetir, reproduzir, memorizar cada uma dessas etapas. A repetição, no desenho faz parte do processo mental de assimilação (a-prender) da imagem, das questões de bidimensionalidade que o desenho envolve, e também na sequência motora, do gesto gráfico necessário para realizar cada desenho "tipo" novo, cada objeto desenhado. Neste processo os "esquemas gráficos" são necessáriamente repetidos.
Escrito por lgreboge às 14h09
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
MARCAS GRÁFICAS
Segundo a perspectiva cognitiva, a língua escrita e a leitura vão sendo elaboradas pela criança desde os primeiros anos de vida. Os estudos revelam que, nos primeiros anos de vida, as crianças, em suas práticas da escrita, mesclam desenhos e grafias(não necessariamente letras). Aos poucos as crianças evoluem e começam a fazer traçados que imitam o aspecto visual do escrito à mão ou do tipográfico, diferenciam a escrita do desenho. Outro aspecto que chama atenção nas escritas infantis é como são variadas as distribuições das grafias do papel. A distribuição linear das margens, correspondente ao padrão de escrita do adulto também é elaborada como os demais aspectos da escrita. (Maria Cecília de Oliveira, pedagoga e professora - Mentes e Cérebro - A mente do bebê, p24)
Escrito por lgreboge às 09h24
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Psicogênese da Escrita
A psicóloga e pesquisadora Emilia Ferreiro, nascida na Argentina em 1937, fez seu doutorado com Piaget, na linha da psicolinguística genética. Em Buenos Aires nos anos 60, iniciou grupo de pesquisa sobre alfabetização, entre outros, com a pedagoga espanhola Ana Teberoski. Os dados coletados deram origem aos seus destacados trabalhos sobre psicogênese da escrita, cujo foco está não nos métodos de alfabetização, mas sim na construção da linguagem escrita da criança. No final dos anos 70, foi obrigada a exilar-se na Suiça, atualmente reside no méxico. (MENTE CÉREBRO A mente do bebê, p.24)
Escrito por lgreboge às 09h08
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
OS TRÊS ESTÁGIOS DO RABISCO
Para Marthe Berson o rabisco se divide em três estágios:
1) Estágio Vegetativo Motor (em torno de 18meses): É quando aparece o tipo de traço próprio da criança, mais ou menos arredondado, convexo ou alongado. O lápis não sai da folha.
2) Estágio Representativo (entre 2 e 3 anos): Se caracteriza-se pelo aparecimento de formas isoladas, tornadas possíveis pelo levantamento do lápis. A criança passa do traço contínuo para o traço descontínuo, havendo tentativa de reproduzir o objeto e comentário verbal sobre o desenho.
3) Estágio Comunicativo (entre 3 e 4 anos): Surge a vontade de escrever e de comunicar-se. A criança elabora uma escrita fictícia, traçada em formas de dentes de serra que procura reproduzir as letras dos adultos.
Escrito por lgreboge às 08h41
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
O GRAFISMO E A CRIANÇA
O grafismo começa pelo rabisco, essencialmente motor. A criança notando que seu gesto produziu um traço, tornará a fazê-lo, pelo prazer do efeito. (MÈREDIEU, p.25).
Escrito por lgreboge às 08h30
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
GRAFISMO INFANTIL
Muitos pedagogos, psicólogos e arte educadores buscaram conhecer melhor e entender, sob diferentes enfoques, a estética do grafismo infantil. Entre eles podemos relacionar: Ana Angélica Albano Moreira, Analica Dutra Pillar, Arno Stern, Celestin Freinet, Esteban Levin, Florence de Méredieu, Georg Kerschensteiner, Jean Piaget, K. Buhler, Hebert Read, Liliane Lurçat Luquet, Luria, Ronaldo Valdés Marin, Rhoda Kellogg, Rudolf Arnheim, Schaefer - Simmern, Sueli Ferreirra, Victor Lowenfeld, W, Lambert Brittain e Lev Vygotsky.
Escrito por lgreboge às 08h46
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
"A terminologia de Luquet - na medida em que subordina o desenho á noção de realismo - deixa a desejar. Embora tenha sido o primeiro a distinguir as grandes etapas do grafismo infantil, etapas retomedas depois da maioria dos especialistas, sem grandes modificações, sua análise é insuficientementeexplicativa.Tais estágios formam planos fixos, instantâneos, para fixar características que assim se tornam facilmente reconheciveis. Mas restaria situar todos esses dados numa perspectiva genética que pudesse não apenas descrever e explicar". Com isso se percebe que há maior importância no sentido do percurso do que nas etapas.
Escrito por lgreboge às 08h10
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
4) Realismo Visual: É geralmente por volta dos doze anos, e às vezes desde os oito ou nove, que aparece o fim do desenho infantil, marcado pela descoberta da perspectiva e a submissão às suas leis, daí um empobrecimento, um enxugamento progressivo do grafismo, que perde seu humor e tende a juntar-se às produções adultas.
Escrito por lgreboge às 07h55
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
3) Realismo Intelectual: Aos quatro anos começa o principal estágio que irá estender-se até po volta dos dez ou doze anos. Este período caracteriza-se pelo fato de que a criança desenha do objeto não aquilo que vê, mas aquilo que sabe. Daí o recurso a dois processos: o plano deitado (os objetos não são representados em perspectiva, mas deitados em torno de um ponto ou um eixo central, por exemplo as árvoers de cada lado da estrada) e a transparência ou representação simultânea do objeto e seu conteúdo, porque a criança mistura diversos pontos de vista. Assim, a casa é representada ao mesmo tempo de fora e de dentro, o bebê é desenhado em transparência no ventre da mãe, etc.
Escrito por lgreboge às 09h03
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
2) Realismo Fracassado: Tendo descoberto a identidade forma-objeto, a criança procura reproduzir esta forma. Sobrevém estão uma fase de aprendizagem pontuada de fracassos e sucessos parciais, fase que começa geralmente entre três a quatro anos.
Escrito por lgreboge às 08h53
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
AS GRANDES FASES DA EVOLUÇÃO DO GRAFISMO INFANTIL
Luqued distingue quatro estágios na evolução do grafismo infantil:
1) Realismo fortuito: Este estágio começa por volta dos 2 anos e põe fim ao período chamado de rabisco. A criança que começou por traçar signos sem desejo de representação descobre por acaso uma analogia formal entre um objeto e seu traçado. Então, retrospectivamente, ela dá um nome ao seu desenho.
Escrito por lgreboge às 08h50
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
O desenho para a criança é uma linguagem assim como o gesto ou a fala. "O desenho fala, chega mesmo a ser uma espécie de escritura, uma caligrafia", dizia Mário de Andrade.
Escrito por lgreboge às 08h37
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
" Para melhor conhecermos a criança, diz Daniel Widlocher em ' A interpretação dos desenhos infantis', podemos sem duvida consultar os livros ou ouvir conferências que nos tragam seu retrato objetivo. Mas tal modo de proceder é insulficiente e perigoso. Para melhor conhecer a criança é preciso saber ouvi-la e saber falar-lhe".
Escrito por lgreboge às 08h33
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
Segundo pesquisa de Ana Angelica Albano Moreira sobre o desenho da criança " Desenhando, cria em torno de si um espaçco de jogo, silencioso e concentrado ou ruidoso seguido de comentários e canções, mas sempre um espaçco de craição. Lúdico. A criança desenha para brincar. A criança desenhando esta afirmando a sua capacidade de designar.
Escrito por lgreboge às 07h55
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
DESENHISTAS IMPORTANTES
Leonardo daVinci - Mestre renascentista Alberecht Durer - desenho e gravura Rembrandt - Desenho e gravura barroca Michelângelo Buonarroti - Desenho Ingres - Desenho sec XIX J. Carlos - Caricatura e ilustração - humor brasileiro sec xx
Escrito por lgreboge às 19h50
[ ]
[ envie esta mensagem ]
|
 |
| [ ver mensagens anteriores ] |
|
 |


|
 |